+ uma rede social

Há pouco mais de uma semana a Google fez o lançamento da versão beta do Google+. Depois dos retumbantes fracassos do Google Wave (já falo mais dele) e do Buzz, acho que agora o pessoal do site mais famoso da web, que inclusive virou verbo dicionarizado, acertou a mão. Uma interface limpa, mecanismos de privacidade eficientes e (ainda) sem permissão para gifs de estrelinhas e fadinhas dançantes ou jogos viciantes, o Google+ tem causado agito entre as redes sociais. Mas não entre seus usuários.

A primeiríssima pergunta é: mais uma rede social? E a resposta clara e objetiva é: sim. Isso na visão do público que já começa a se encher do Facebook, como aconteceu com o Orkut e outros, mas não via alternativa senão continuar curtindo. Alguns atribuem à invasão brazuca a derrocada do Orkut, mas eu penso que seus sistemas ficaram bastante ultrapassados depois que o site do senhor Zuckerberg dominou uma grande fatia do mercado mundial e, como era de se esperar, virou febre por essas bandas. Diferente do Twitter, cuja proposta é muito outra e deve continuar como líder na sua proposta, acredito que a escalada do Orkut ao Google+ se deu por muita observação dos engenheiros googlelianos até chegarem à eureca: mais é menos.

A proposta do Google Wave era mais ambiciosa que aquela do Google+ e até acho que hoje ela faria mais sucesso, talvez até mesmo desbancasse todas as outras redes sociais. Compartilhamento de arquivos, textos, links, vídeos e fotos em tempo real e na nuvem com grupos determinados já era uma ideia apreciada, porém não tínhamos (isso faz quanto tempo? Dois anos, se muito!) equipamentos que viabilizassem isso em qualquer lugar, tampouco a ideia de tudo na nuvem era confiável. E o site também era meio bagunçado (ainda está no ar, para quem não conheceu, é só clicar aqui) e faltou boa vontade dos usuários.

Então, acredito que chegou a hora da Google no mundo das redes sociais. Particularmente, simpatizo muito mais com o Google+ do que com o Facebook, o qual pouco uso e nem tenho vontade de entrar. Como disse o Tiago, “já está com cheiro de Orkut esse Facebook”. Acredito que agora cabe aos usuários dar mais uma chance ao Google+ e cuidar para que não vire o samba do afrodescendente psicótico.

TradCast – Uma novidade interessante

Hoje, no Twitter, vi algumas vezes o link www.tradcast.com.br, um projeto dos tradutores Marcelo Neves, Claudia Belhassof e Érika Lessa. Engraçado, pois já tive contato com eles por Twitter e lá, por trás de suas arrobas, não imaginava suas vozes, inflexões e como são divertidos. Gostei muito e indico para quem quiser saber um pouco mais sobre tradução e interpretação. Espero que o projeto continue. Vida longa o TradCast!

Twittar ou não twittar

Baleiou?

Essa foi uma discussão de um almoço congresseiro: ter ou não ter twitter, eis a questão? Dois ou três dos componentes da mesa eram categóricos: não entro, para que mais uma rede social? Outros dois (inclusive eu) me posicionei a favor da ferramenta, apesar de admitir seus contras, talvez até em maior quantidade que seus prós, mas esses últimos compensam o risco.

Twitter é uma rede social e, como já sabemos, um simulacro da sociedade ou uma microssociedade (nem tão micro assim), no qual valem as regras de conduta normais da sociedade, com a vantagem de você não precisar saber (ou, numa tradução mais stalker, seguir) quem não quer. Essa é uma vantagem que o twitter tem sobre as outras redes, pois ali ninguém cobra ser seguido, até porque a ferramenta foi pensada para ser um grande monólogo ou um microblogue, um diário e, para os mais radicais, um monólogo para o mundo. A decisão de seguir ou não seguir é do usuário, não depende de ser “de bom tom” ou não como de costume nas outras redes sociais (apesar de não ser regra, claro).

Na minha visão talvez tecno-romântica, o twitter está entre o MSN e os bilhetinhos que deixamos para pessoas queridas saberem que estamos bem e para que saibamos delas. Serve para termos um contato rápido, mandar notícias relâmpago, compartilhar fotos e links, enfim, muito do que fazíamos em outros sítios podemos fazer aqui e ainda exercer a concisão: são 140 caracteres para desenvolvermos uma ideia completa e por muitas vezes ela precisa se estender. Por esse motivo, a morte anunciada dos blogues já caiu por terra, visto que as pessoas (oi, eu?) gostam de esticar um pouco mais que isso.

Não há como evitar as groselhas alheias, ou seja, o blablablá inútil do cotidiano das pessoas (“Fui ao mercado”, “Acabei de fazer as unhas”, “Saiu pro almoço”), mas uma tecla resolve: unfollow. Mas dá para manter contato com pessoas de perto e de longe de forma rápida e certeira. E essa é uma das características que destacam o twitter, a extrema rapidez. Por isso, ao meu ver, o piado do passarinho azul veio para ficar.

Aqui, uma discussão interessante do UOL Tecnologia sobre o que e como falar no twitter, depois que um editor da National Geographic foi demitido por falar o que lhe deu na telha no twitter. Já tivemos algo parecido aqui, com a Locaweb e seu diretor corintiano fanático.