Ruído de todas as cores

Eis que me vejo com o livro Muitas Peles, de Luiz Bras (Terracota Editora), nas mãos e me pergunto: não ficção? Depois do pós-cyberpunk quintessencial Paraíso Líquido e as outras incursões pelo universo infantojuvenil com Tereza Yamashita, Luiz Bras reúne as melhores crônicas e ensaios escritos para o jornal Rascunho, na seção Ruído Branco, e lança esse tomilho (um pequeno tomo) que é umlivrão. Com uma lupa sobre a literatura contemporânea, em especial a brasileira, Luiz atravessa diversos campos minados com seus textos, desde a crítica (que nada mais é do que política) à ainda pouca visibilidade da FC brasileira, passando pela literatura infantil, por afinidades eletivas,  e outros poréns e contudos que dão o que pensar. Por exemplo, em Morte e Imortalidade (um dos meus textos preferidos no livro), ele discute a compreensão da finitude a partir de experiências pessoais e de outros autores. Em O autor e seu editor, divide com o leitor as agruras pelas quais passam e os choques que mutuamente se dão editores e autores. Em Cinco erros, Luiz bate um papo com nomes importantes da ficção científica nacional, indicando os erros comuns de autores, leitores e crítica quando se trata da produção de literatura de gênero.

Um livrinho que surpreende. Inclusive surpreendeu ao autor, que não esperava uma resposta tão boa do público. Vale a pena.

Rapidinhas

Quando as coisas ficam atribuladas, sempre é bom dar uma resumida nos acontecimentos mais recentes. E lá vamos nós:

- Acabou-se o CIATI, na quinta-feira passada, e ainda não consegui um tempinho para organizar os materiais e começa a escrever sobre eles aqui. Mas em breve dividirei com vocês os temas mais discutidos no congresso.

- A Copa está chegando e também chegará um livro para o qual fiz a tradução de uma crônica futebolística. Será pelo selo [e] da editora Annablumme, aguardem.

- Saiu a ganhadora do Blablablogue, como vocês já sabem, e logo tomarei um café com ela para entregar o presente e trocarmos figurinhas. Estamos afinando agendas para o evento. Posto fotos assim que o esperado café rolar.

- Esta semana será de correria. E também de alegria. Temos mais um conversa com tradutores e dessa vez a interpretação também será tema. Não percam, é na quarta-feira.

- Estou preparando um texto sobre tecnologia tradutória, mais precisamente sobre o Google Translator. Preciso ainda fazer uns testes e falar com pessoas experimentadas no assunto. Aceito sugestões e dicas.

- Ontem foi lançamento do livro do Luiz Bras, como anunciei aqui, e foi um sucesso. Muita gente interessante, alunos de outras paragens e sempre o encontro delicioso com amigos. Depois que acabar As benevolentes (daqui uns três anos), vou entrar no Paraíso Líquido de cabeça.

- Hoje também mandei projetinho para a Funarte, para a Bolsa de Criação Literária. Prêmio bom a vista, mas concorrerei com muita gente mais do que boa. Então desejem-me sorte, muita muita sorte mesmo.

- Quero uma máquina de inspiração para escrever. Alguém tem uma para me vender a preços módicos? Com garantia, por favor. Obrigado.

Bem, é isso. Mais novidades, volto para tagarelar aqui.

De Cobra Norato para o mundo

Hoje é um dia especial. Luiz Bras lançará seu primeiro livro para o público adulto, chamado Paraíso Líquido. Já conhecido por suas obras infanto-juvenis, como A poção da vida, Bia Olhos Azuis, A Família Fermento e A última guerra, em parceria com a querida Tereza Yamashita, agora ele se embrenhou no mundo dos grandinhos e com certeza vai dar o que falar.

Ainda mais com a maneira que ele encontrou de divulgar essa empreitada. Lançar, literalmente, o livro nas mãos de seus leitores. Nas palavras do próprio Luiz:

Este livro significa uma mudança importante na minha vida e na minha literatura. Uma mudança que pede uma celebração, um brinde com os amigos. Mas o tim-tim não será com taças de champanhe. Pensei em algo diferente: que tal brindar com o próprio livro? Darei um exemplar de presente a todos os que forem ao lançamento na AIC, como agradecimento aos amigos que fizeram, fazem e farão parte de minha caminhada literária. Também como agradecimento ao Programa de Ação Cultural, que possibilitou sua publicação.

Será na Academia Internacional de Cinema, às 19h30. Veja o convite abaixo:

Vejo vocês lá!