40 minutos

lost in translation

Quarenta minutos para terminar o dia do tradutor e não escrevi nada sobre a data. Nem uma linha inteira que valesse a pena, nem cheguei a 140 caracteres. Desde que abracei a profissão tem sido assim: dia de tradutor é mais um dia de trabalho, mais um dia para resolver a vida. Mas hoje tive um prazer que nunca antes experimentara: passei o dia do tradutor do jeito que quis, com pessoas queridas e um pouco sozinho, com estranhos em vários cantos do mundo numa conferência virtual e, também virtualmente, com outras pessoas que em tão pouco tempo ocuparam um grande espaço na minha vida.

Todos tradutores, diga-se de passagem.

Por isso, nesses últimos quarenta minutos que encerrarão mais um dia 30 de setembro, desejo de verdade e sem titubear que todos fechem seu dia felizes pela profissão que escolheram ou na qual estão prestes a entrar. Como disse uma amiga hoje, ali no Twitter: parabéns pela difícil arte da tradução. Porque é uma arte.

Grande abraço a todos!

Imagem: George Stavrinos, Flickr

Dia dos Tradutores, dia de Conversa entre Tradutores

Qual o melhor presente para o tradutor? Muitos dirão que é um dicionário, outros dirão que é um computador novo, haverá ainda aquele que dirá que nem sabiam que o dia do tradutor caía no dia da secretária.

Na minha opinião, o melhor presente para um tradutor é o respeito. Respeito daqueles que a todo o momento estão com traduções diante dos olhos (ou seja, praticamente todo mundo), daqueles que contratam tradutores e intérpretes para ser a sua voz naquele momento importante. Daqueles que dia após dia leem traduções que provavelmente foram suadas, buriladas à exaustão por diversos profissionais, estando o homenageado deste dia no início do processo. Respeito de outros tradutores, respeito. Uma pessoa, quando eu estava bem no comecinho das minhas incursões na tradução do idioma alemão, me deu um abraço de colega, apesar dos tantos anos de estrada com os quais já contava. De forma implícita, tornou-se minha madrinha tradutória. Teve respeito por aquele menino que ainda dava os primeiros passos na profissão. O nome dela é Clara Azank e com ela que bato meu papinho de hoje, no Conversa entre Tradutores. É só clicar aqui.

Parabéns, a toda(o) aquela(e) que tem a ousadia de ser tradutor(a) de verdade.

Imagem: São Jerônimo em seu estudo, de Marinus Claeszoon van Reymerswaele (1490-1546), pintor holandês, com uma montagenzinha bem tosca de minha autoria.