Rapidinhas

Quando as coisas ficam atribuladas, sempre é bom dar uma resumida nos acontecimentos mais recentes. E lá vamos nós:

- Acabou-se o CIATI, na quinta-feira passada, e ainda não consegui um tempinho para organizar os materiais e começa a escrever sobre eles aqui. Mas em breve dividirei com vocês os temas mais discutidos no congresso.

- A Copa está chegando e também chegará um livro para o qual fiz a tradução de uma crônica futebolística. Será pelo selo [e] da editora Annablumme, aguardem.

- Saiu a ganhadora do Blablablogue, como vocês já sabem, e logo tomarei um café com ela para entregar o presente e trocarmos figurinhas. Estamos afinando agendas para o evento. Posto fotos assim que o esperado café rolar.

- Esta semana será de correria. E também de alegria. Temos mais um conversa com tradutores e dessa vez a interpretação também será tema. Não percam, é na quarta-feira.

- Estou preparando um texto sobre tecnologia tradutória, mais precisamente sobre o Google Translator. Preciso ainda fazer uns testes e falar com pessoas experimentadas no assunto. Aceito sugestões e dicas.

- Ontem foi lançamento do livro do Luiz Bras, como anunciei aqui, e foi um sucesso. Muita gente interessante, alunos de outras paragens e sempre o encontro delicioso com amigos. Depois que acabar As benevolentes (daqui uns três anos), vou entrar no Paraíso Líquido de cabeça.

- Hoje também mandei projetinho para a Funarte, para a Bolsa de Criação Literária. Prêmio bom a vista, mas concorrerei com muita gente mais do que boa. Então desejem-me sorte, muita muita sorte mesmo.

- Quero uma máquina de inspiração para escrever. Alguém tem uma para me vender a preços módicos? Com garantia, por favor. Obrigado.

Bem, é isso. Mais novidades, volto para tagarelar aqui.

Twittar ou não twittar

Baleiou?

Essa foi uma discussão de um almoço congresseiro: ter ou não ter twitter, eis a questão? Dois ou três dos componentes da mesa eram categóricos: não entro, para que mais uma rede social? Outros dois (inclusive eu) me posicionei a favor da ferramenta, apesar de admitir seus contras, talvez até em maior quantidade que seus prós, mas esses últimos compensam o risco.

Twitter é uma rede social e, como já sabemos, um simulacro da sociedade ou uma microssociedade (nem tão micro assim), no qual valem as regras de conduta normais da sociedade, com a vantagem de você não precisar saber (ou, numa tradução mais stalker, seguir) quem não quer. Essa é uma vantagem que o twitter tem sobre as outras redes, pois ali ninguém cobra ser seguido, até porque a ferramenta foi pensada para ser um grande monólogo ou um microblogue, um diário e, para os mais radicais, um monólogo para o mundo. A decisão de seguir ou não seguir é do usuário, não depende de ser “de bom tom” ou não como de costume nas outras redes sociais (apesar de não ser regra, claro).

Na minha visão talvez tecno-romântica, o twitter está entre o MSN e os bilhetinhos que deixamos para pessoas queridas saberem que estamos bem e para que saibamos delas. Serve para termos um contato rápido, mandar notícias relâmpago, compartilhar fotos e links, enfim, muito do que fazíamos em outros sítios podemos fazer aqui e ainda exercer a concisão: são 140 caracteres para desenvolvermos uma ideia completa e por muitas vezes ela precisa se estender. Por esse motivo, a morte anunciada dos blogues já caiu por terra, visto que as pessoas (oi, eu?) gostam de esticar um pouco mais que isso.

Não há como evitar as groselhas alheias, ou seja, o blablablá inútil do cotidiano das pessoas (“Fui ao mercado”, “Acabei de fazer as unhas”, “Saiu pro almoço”), mas uma tecla resolve: unfollow. Mas dá para manter contato com pessoas de perto e de longe de forma rápida e certeira. E essa é uma das características que destacam o twitter, a extrema rapidez. Por isso, ao meu ver, o piado do passarinho azul veio para ficar.

Aqui, uma discussão interessante do UOL Tecnologia sobre o que e como falar no twitter, depois que um editor da National Geographic foi demitido por falar o que lhe deu na telha no twitter. Já tivemos algo parecido aqui, com a Locaweb e seu diretor corintiano fanático.

V CIATI

Minha gente boa, tá chegando o dia. O Congresso Iberoamericano de Tradução e Interpretação (CIATI) chega à sua quinta edição. Lembro da primeira, lá no final dos anos 90 (vixe), no qual participei bastante. Estava no meio da graduação, ainda sem a perspectiva do que seria a tradução na minha vida, mas sabendo que não poderia escapar dela. A tradução é uma senhora bastante convincente e me tragou por completo depois daquele congresso. Aliás, dois fatos marcaram minha decisão pela carreira: o primeiro foi a primeira aula que tive com o queridíssimo e saudoso Fernando Dantas, o segundo foi o I CIATI.

Depois de quatro edições eu finalmente poderei participar. Neste ano, o tema é “Tradução e Interpretação: (des)construindo Babel”. Pelo visto, conhecerei pessoalmente diversos colegas que até o momento são virtuais, reencontrarei amigos e professores e aproveitarei as palestras e discussões para trazer material pro blogue.

De 17 a 20 de maio, na UNIBERO: av. Brigadeiro Luís Antônio, 871.

Vejo vocês lá!