… ou é parte da solução.
Dificilmente temos a oportunidade de encontrar com o autor de um livro que gostamos. Às vezes fica mais complicado ainda estar frente a frente com o escritor de um livro no qual você trabalhou para ser lançado. Uma emoção que precisava dividir com vocês e aconteceu hoje, na Balada Literária.
O livro é o já mencionado aqui algumas vezes Parte da Solução, de Ulrich Pelzer (Estação Liberdade, trad. de Marcelo Backes). Fiz a preparação desse livro, ou seja, a primeira leitura e correção após sair das mãos do tradutor. Por um mês vivi às voltas com seus personagens, nas ruas de uma Berlim que ainda é fresca na minha memória. A história de Christian Eich, jornalista freelance que está em busca da matéria de sua vida com os ex-integrantes das Brigadas Vermelhas italianas, e de Nelly, a estudante que luta dentro da Berlim irrefreável, além da própria cidade, coprotagonista do romance; essa história ficou mais viva hoje, ouvindo o Sr. Pelzer contar um pouco sobre seu livro. Com a ótima intermediação de Eduardo Simões, da Folha de São Paulo, Pelzer falou sobre a Berlim que já não é a mesma, sobre política e sobre outro tema retratadono livro: a liberdade individual cada vez menor, com as câmeras de segurança, as redes sociais e afins.
E no final da entrevista, chegou a hora dos autógrafos. Na pequena conversa com Pelzer, pude comentar sobre o prazer de trabalhar com seu texto. Ele me olhou com um sorriso, comentou sobre o livro, pediu para que eu mostrasse meu nome e assinou assim:
“Ao preparador, Peterso Rissatti, meu muito obrigado. U. Pelzer”
E depois a balada comeu solta no pátio do Goethe Institut, com muita festa e felicidade. Parabéns pela grande iniciativa em prol da literatura, Marcelino Freire. Saravá!

Há cinco anos, Marcelino Freire e sua turma realizavam a primeira Balada Literária. Com muita batalha, a festa da literatura tornou-se um evento importante no calendário cultural da cidade de São Paulo, trazendo para a capital gente do Brasil todo interessada em ouvir grandes mestres da literatura, conhecer gente bacana, transitar pelo evento e aproveitar as baladinhas que ocorrem aqui e ali durante os eventos.