Conversas entre Tradutores – Beatriz Rose

Sim, não desapareci. Apesar dos dias out, não desisti do blogue, nem das entrevistas, muito pelo contrário: elas continuam a todo vapor. Apesar das turbulências que me impediram de escrever durante esses dias, hoje não podia deixar de apresentar minha entrevistada dessa semana, a Beatriz Rose. Tradutora dos idiomas inglês e alemão na área técnica (medicina, biotecnologia, marketing e outros), Beatriz é uma conhecida de longa data. Além de profissional competente, ainda é uma ótima companhia para um café de tarde. Ela lutou para não ser tradutora, por motivos que explica na entrevista, mas não teve jeito: a herança tradutória falou mais alto.

Para conferir esta entrevista, clique aqui.

Para conferir as outras entrevistas, que também estão deliciosas, dê uma passeadinha ali em cima, em Conversas entre Tradutores.

Agora, volto à labuta.

Conversa entre Tradutores – Irene Aron

Voltamos com o Conversa entre Tradutores. Hoje temos um bate-papo com a profa. Irene Aron, tradutora alemã com forte atuação na literatura. Por indicação de uma grande amiga e também professora da USP (que logo também aparecerá nas entrevistas), procurei a profa. Irene, que foi muito gentil ao conceder a entrevista. Sempre são deliciosos esse bate-papos, sempre enriquecedores. Para conferir clique aqui. Se não viu as outras entrevistas, fique à vontade, clicando aqui.

Falando em alemão (ou A puxada da sardinha…)

Quem acompanha o blogue ou me conhece um pouco sabe da minha grande paixão pelo idioma alemão. Um dia eu conto por aqui como foi que ela surgiu. Esse post foi motivado, na verdade, pela quantidade incrível de (três ou quatro) pessoas que entraram em contato comigo ou me confessaram a plenos pulmões ou entre dentes, discretamente, de forma quase sorrateira: estou aprendendo (ou voltando para) o alemão.

Sou um entusiasta desse idioma. Quando me perguntam se ele é difícil, não minto nem rodeio. Digo que sim, mas com ressalvas: é um idioma distante, não temos muito contato e exige disciplina. A disciplina de uma vida inteira se você não nasceu numa família germânica. Mas se isso fizer a pessoa desistir, não vale mesmo a pena ela entrar nesse barco. Eu encarei o desafio, meio descrente no início e, depois, muito confiante a cada palavra, a cada estrutura nova que aprendia no Instituto Goethe aqui de Sampa, um lugar que sempre indico com todo o coração, apesar dos preços salgadinhos.  Sou cria de lá, fã mesmo, sem o menor pudor.

Fico muito feliz quando as pessoas dizem que vão aprender ou têm vontade de saber alemão. Seja por qual motivo for, isso para mim é o vislumbre da possibilidade de ter interlocutores no idioma tedesco. Mas não apenas por isso, pois acho que será ótimo para quem quer que seja. Me disponho a ajudar no que for possível, dou dicas de leituras, sites, dicionários e afins, levo material, tiro as dúvidas que posso depois de quase dez anos lidando com o idioma, me esforço para mostrar para elas que vale, sim, a pena a dedicação hercúlea para entender o nominativo, o acusativo, o dativo e o genitivo, tento seduzir por meio de explicações que tornem o idioma atraente. Enfim, torço para que as pessoas não desistam no meio do caminho, pois sei que após a difícil iniciação nesse outro mundo chamado Deutsch os caminhos levam a satisfações indescritíveis.

Por isso, a todos aqueles que começaram a luta de aprender essa língua fascinante, minhas dicas são: dedicação, dedicação e um pouco mais de dedicação. O acesso não é fácil, mas ao chegar encare com carinho e não com pesar o aprendizado desse idioma belo. Depois me contem. E se precisarem, estou aqui para ajudar no que eu puder.

Aqui, dez motivos (totalmente práticos) para aprender alemão.

E aqui, dez motivos bem humorados para aprender alemão.

Não perca nossa conversa de hoje

Não percam o Conversa entre Tradutores de hoje, com o Prof. Dr. Tercio Redondo, tradutor e professor de alemão da Universidade de São Paulo. A descoberta da tradução, a ligação da Academia com a prática da tradução e outros quetais nesse bate papo bacana.

O link direto está aqui. E para quem não viu as outras, é colocar o ponteiro do mouse na barrinha ali em cima do Conversa entre Tradutores e escolher sua leitura.

Uma obra de tradutor para os tradutores

O tradutor Fabio M. Said é uma das figuras do cenário da tradução que contribui bastante com o crescimento e a compreensão da profissão com seu blogue Fidus interpres. Para mim, em especial, ele se tornou uma referência, pois está há bons anos no mercado e trabalha com os mesmos pares de idiomas que eu: inglês e alemão para o português. E agora ele compilou parte de sua experiência no livro com o mesmo nome de seu blogue.

São tópicos muito interessantes que ele aborda, por exemplo:

- Como ingressar no mercado de tradução?
- É melhor ser empregado ou freelancer?
- Como escolher um curso de tradução?
- O que é preciso para trabalhar em casa?
- O que fazer para ser tradutor juramentado?
- Existe “panelinha” na tradução literária?
- Como fazer um blog de tradutor?
- Como fazer marketing usando a Web 2.0?
- Que investimentos faz um tradutor?
- Quais os problemas da tradução técnica?
- O que é tradução jurídico-comercial?
- O que é localização?
- O que é memória de tradução?
- Como garantir qualidade em traduções?
- Como lidar com cliente mau pagador?

Para quem quiser informações sobre a obra é só clicar aqui. Logo, logo providenciarei o meu!

Parabéns e obrigado Fabio pelo seu trabalho em prol da profissão e dos profissionais da tradução.

P.S.: Não se esqueçam que hoje, no Conversa entre Tradutores, temos Danilo Nogueira e Kelli Semolini, num bate-papo mais que animado.