Lançamento…

Agora é o meu que venho anunciar aqui.

Como comentei aqui e até abri um blog para tanto, vou lançar meu livro Réquiem: sonhos proibidos. Será no dia 23 de junho de 2012, das 17h30 às 21h30, no Espaço Terracota Editora (Rua Lins de Vasconcelos, 1886, Vila Mariana – mapa aqui; para marcar sua presença no Facebook, clique aqui). Vejam abaixo o texto da divulgação e, logo que o e-flyer ficar pronto, boto aqui pra todo mundo.

O que você faria se não pudesse mais sonhar?

“A química do Réquiem estava em sua corrente sanguínea, não havia com que se preocupar, pensou. Sua mãe dissera, não precisava temer. Rolou na cama algumas vezes, ligou o abajur para tentar ler um pouco na sua multitela, mas não conseguia se concentrar. Até que finalmente adormeceu. E teve um sonho.” (Trecho do livro)

O sonho proibido. A extrapolação da sociedade da informação. A necessidade de ter de volta a capacidade de ser livre de verdade. Em Réquiem: sonhos proibidos, Ivan é um homem normal, sem muitas aspirações na vida, até que recebe uma carta do Governo Mundial: todos seriam obrigados a ingerir uma droga inibidora do sonho. A partir deste momento, seu destino está traçado, mas as linhas não são claras.

Espero vocês todos lá, hein?

Abraço e logo divulgo o lançamento também em BH.

Prática da Escrita V

Já comentei aqui de um evento que a Terracota editora faz há 5 anos chamado Prática da Escrita, organizado pelo escritor, professor e amigo Claudio Brites. Sempre é bastante aproveitoso, a cabeça sai fervilhando de ideias para aplicar na escrita e na vida, há reencontro de amigos queridos e muita gente para conhecer.

Palestras de manhã, oficinas à tarde, sempre muito animadas.

Mas este ano será um pouco diferente. Ao menos para mim. Pois vou conduzir um bate-papo sobre tradução para quem deseja saber mais sobre a profissão tradutor, com ênfase na tradução editorial. Algo bastante informal para a gente discutir quais os caminhos possíveis do mercado.

Para se inscrever, clique aqui. Vejam a programação completa:

Coordenação: Claudio Brites

O Encontro Prática de Escrita acontece informalmente desde 2001, mas há cinco anos o evento ganhou periodicidade e formato e vem se tornando parte da agenda de quem gosta de literatura.

O principal objetivo do encontro é reunir pessoas que não só apreciam a literatura, mas também tudo que circunda a prática de escrita literária.

A programação é dividida em dois tempos, o primeiro gira em torno das mesas com palestrantes, que discorrem sobre assuntos que permeiam o universo literário; o segundo tempo é das oficinas de estudo e criação.

Pelo evento já passaram nomes como: Milton Hatoum, Marcelino Freire, Cadão Volpato, Nelson de Oliveira, Raphael Draccon, Roberto de Souza Causo, Edson Cruz, Eric Novello entre outros.

A primeira parte da programação terá como convidadas só mulheres. Na primeira mesa, a escritora Ivana Arruda Leite bate um papo sobre sua obra com a roteirista e escritora Luciana Penna. Na segunda mesa, as escritoras e professoras de criação literária Monica Martinez e Nanete Neves conversam sobre caminhos e possibilidades da escrita como profissão, mediadas pela redatora, blogueira e revisora Lu Reis.

Na segunda parte, temos oficinas com Bruno Cobbi, Kizzy Ysais, Marcelo Maluf e Pête Rissatti.

Este ano o evento acontece em 3 de março de 2012, no campus Liberdade da Universidade Cruzeiro do Sul.

Quando: 3 de março de 2012.

Horários: mesas das 9h45 às 12h30 e oficinas das 13h45 às 16h30

Onde: Universidade Cruzeiro do Sul – campus Liberdade

Rua Galvão Bueno, 868 (próximo ao metrô São Joaquim)

Entrada Franca


Programação

Mesa 1 – das 9h45 às 11h
A prática de criação de Ivana Arruda Leite
Convidada: Ivana Arruda Leite
Mediação: Luciana Penna

A escritora fala sobre sua obra e como se dá seu processo de criação. Quais são os percalços que envolvem a realização do conto, do romance, do infanto-juvenil. Dando dicas sobre editoras, culinária e séries de televisão.

Mesa 2 – das 11h15 às 12h30
Profissão escritor
Convidados: Monica Martinez e Nanete Neves
Mediação: Lu reis

As escritoras e professoras de criação literária Monica Martinez e Nanete Neves falam sobre o mercado editorial para o escritor: biografias, livros institucionais, ghostwriter, oficinas. Como as coisas caminham e como é a realidade de quem vive da escrita literária.

Oficinas de Criação literária – das 13h45 às 16h30

Narrativa Multimídia
com Bruno Cobbi

Partindo de estudos de casos nacionais e estrangeiros que transcendem seus canais originais, o publicitário e escritor Bruno Cobbi vai guiar os participantes entre referências em livros, quadrinhos, internet, games e cinema para debater como as novas mídias estão mudando nossa forma de encarar o mercado e produzir arte.

As discussões sobre a produção multimídia dentro e fora do país são combinadas com exercícios para prática do raciocínio narrativo e exploração da multimídia. A oficina visa materializar não só o planejamento como produções de narrativas em multimídia.

A criação do personagem
com Kizzy Ysatis

Este encontro foca no coração da narrativa: os personagens. Seja em um enredo fantástico ou realista. Grandes personagens vão além de seu criador. Polifônicos, infinitos. O que faz Dom Casmurro ficar na memória por tanto tempo? Quais são os elementos que fazem com que o leitor chegue a acreditar que um vampiro, ou uma entidade fantástica possa existir? Criando fã clubes para um ser ficcional, por exemplo. Neste encontro, o escritor Kizzy Ysatis revela seus segredos para construção de um personagem convincente. Não só as dicas vindas de sua experiência de criador, mas também das leituras, dos autores nos quais se inspira.

Caminhos do Fantástico na literatura infanto-juvenil
com Marcelo Maluf

Grandes obras da literatura infantil e juvenil estão embebidas do elemento fantástico, o autor pretende apresentar nessa oficina possibilidades de uso do fantástico em suas diversas vertentes em textos infanto-juvenis. Apresentando referências e propondo exercícios de escrita para desbloquear o imaginário fantástico. E ainda: o universo fantástico na literatura infanto-juvenil, passando por nomes como: Michael Ende, Roald Dahl, Elsa Bornemann, caminhos de Lewis Carrol, do C.S.Lewis, Neil Gaiman, entre outros.

Tradução: mercado, processos e criação
com Petê Rissatti

A arte/ofício da tradução é muito mais amplo do que se imagina. Com a crescente visibilidade do tradutor, ainda assim a profissão carrega um certo mistério. Neste bate-papo, vamos apresentar as diferenças básicas do mercado tradutório, o dia a dia do profissional, o mercado editorial de tradução e os processos envolvidos. Além disso, também traremos à baila o papel de tradutor como intermediador cultural, a (des)valorização do profissional e, por fim, a legislação e o tradutor-criador.

Mais uma do Nelson

Esse Nelson de Oliveira não para: são cursos, oficinas, livros lançados em quantidade e qualidade (vejam os prêmios do moço) e ainda pastoreando autores em suas coletâneas que sempre causam alvoroço na iminência do lançamento. Diz o pessoal da época que Geração 90 causou gritos, choros e convulsões (em especial de quem não entrou na lista dos ‘escolhidos’ do mestre Oliveira). Pois agora não deve ser diferente: a partir do dia 21 de junho chega nas melhores casas do ramo livreiro Geração Zero Zero – Fricções em Rede (Editora Língua Geral), com lançamento oficial em diversas cidades (veja P.S.). Entre apadrinhados, descoberto e desconhecidos de Nelson estão Andréa del Fuego, Lourenço Mutarelli, Veronica Stigger e outros. Acredito que de alguma forma o intuito dele era o de trazer um pequeno panorama do que foi produzido nos primeiros 10 anos deste novo século, algo que não se pode menosprezar. Nelson brinca mais uma vez de padrinho de uma nova geração de autores, muitos dos quais foram seus oficinandos, o conheceram ou no mínimo têm contato com ele.
Os dados estão lançados. E o livro, só no dia 21. Vejo vocês por lá, na Livraria da Vila da Fradique? Será no dia 21 de junho, terça-feira, das 18h30 às 21h30. Vejam o convitinho abaixo.

PS.: Também haverá lançamento em Brasília (dia 19.7, no Café com Letras), no Rio de Janeiro (dia 29.6, na Livraria Travessa), em Salvador (27.7, na Livraria Cultura) e em Porto Alegre (dia 12.7, na Palavraria).

IV Encontro Prática de Escrita

Olá pessoas,

Claudio Brites e Nelson de Oliveira não param e há alguns anos organizam, junto com a Terracota Editora e a Universidade Cruzeiro do Sul, o Encontro Prática de Escrita. Conheci parte da turma dos Escritores de Segunda justamente num desses encontros, que sempre são bastante produtivos. Neste ato a oferta de cursos e palestras está bastante interessante e, claro, estarei lá. Para se inscrever, clique aqui. Vejam o release do evento:

O Encontro Prática de Escrita acontece informalmente desde 2001, mas há quatro anos o evento ganhou periodicidade e formato e vem se tornando parte da agenda de quem gosta de literatura. O principal objetivo do encontro é reunir pessoas que não só apreciam a literatura, mas também tudo que circunda a prática de escrita literária. A programação é dividida em dois tempos, o primeiro gira em torno das mesas com palestrantes, que discorrem sobre assuntos que permeiam o universo da literatura; o segundo tempo é das oficinas de criação literária. Pelo evento já passaram nomes como: Milton Hatoum, Marcelino Freire, Raphael Draccon, Kizzy Ysatis, Roberto de Souza Causo, Sérgio Pereira Couto, entre outros.

O evento deste ano tem como convidados: o escritor, jornalista e apresentador do programa Metrópolis, da TV Cultura, Cadão Volpato; a jornalista, escritora e apresentadora do programa Letras & Leitura, na Rádio Eldorado, Mona Dorf; e o escritor e jornalista, apresentador do programa Perfil Literário, na Rádio Unesp, Oscar D’ambrósio. Cadão falará sobre sua prática literária; Mona Dorf e Oscar tratarão do universo literário, compartilhando suas experiências em centenas de entrevistas com escritores.

O encontro deste ano acontece no dia 7 de maio, sábado, das 10h às 16h30, na Universidade Cruzeiro do Sul, campus Liberdade e é organizado pela Terracota editora como parte da programação do curso de lato sensu em Criação Literária. A inscrição deve ser feita aqui. O limite de vagas é 120 para as mesas e 15 por oficina.

Quando: 7 de maio de 2011 – das 10 às 16h30
Onde: Universidade Cruzeiro do Sul – Campus Liberdade – Rua Galvão Bueno, 898 / São Paulo-SP
Quanto
: Entrada Franca
Vagas: 120 (mesas) – 15 (oficinas)

PROGRAMAÇÃO

Mesa 1 – das 10 às 11h15

A PRÁTICA DE CRIAÇÃO DE CADÃO VOLPATO
Convidado: Cadão Volpato
Mediação: Nelson de Oliveira

Mesa 2 – das 11h15 às 12h30

DO QUE FALAM OS ESCRITORES
Convidados: Mona Dorf e Oscar D’ambrósio
Mediação: Edson Cruz

Oficinas

A ARTE DO ENSAIO
com Cláudia Vasconcellos
das 14h30 às 16h30

Escrever um ensaio é discorrer de um modo muito pessoal sobre um assunto, qualquer assunto. Não precisa ser um expert no tema que se vai abordar, porque aquilo que transparece no ensaio é sobretudo a opinião bem elaborada do ensaísta. A oficina de ‘Ensaios’ discorrerá sobre como este gênero de escrita nasceu, fornecerá dois breves exemplos, os quais fornecerão um modelo deste tipo de escrita, e, então, os participantes serão convocados a escrever os seus ensaios, ou seja, a darem as suas opiniões e por meio delas se darem a conhecer. Para interessados a partir de 18 anos.

COMO CRIAR UM INUTENSÍLIO SEM SE TORNAR UM INÚTIL
com Edson Cruz
das 14h às 16h

Uma oficina de criação e análise poética ligeira e profunda como o tanque de Bashô. Ah, você não sabe do que estamos falando? Não sabe se o que lê e o que escreve tem melopeia, fanopeia ou logopeia? Não sabe a diferença entre um marceneiro e um poeta na Grécia antiga? E qual a função da poesia em tempos de big brother e consumo desenfreado? É meu chapa, você está precisando de uma oficina como essa.

SOLTANDO A LÍNGUA
com Marcelino Freire
das 14h às 16h

Quer soltar o verbo mas não sabe como? Tem um projeto de um livro mas na hora de escrever deu um branco? Está difícil de organizar as ideias e os sentimentos? Pois bem: o escritor Marcelino Freire (autor, entre outros, do livro “Contos Negreiros”) dará, nesta rápida oficina, algumas dicas de como trabalhar o texto (não importando o gênero literário) e fazer do seu “bloqueio” artístico algum muito criativo. Para interessados em literatura, a partir de 14 anos.

ESCREVER PARA JOVENS. QUE HISTÓRIA É ESSA?
com Marcelo Maluf
das 14h às 16h

Escrever literatura para jovens é uma linha tênue que muito se aproxima da literatura adulta. Harry Potter e Artemis Fowl são exemplos de textos que ganharam o público adulto. Enfim, escrever para jovens, que história é essa? Marcelo Maluf é autor entre outros de “Jorge do Pântano que fica logo Ali”, e organizador da Antologia infanto-juvenil “Era uma vez para sempre”, nessa oficina prático-reflexiva, Marcelo dará dicas e possíveis caminhos da literatura contemporânea para jovens. Para interessados a partir de 18 anos.

Vejo vocês lá!

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As entrevistas do Rascunho

Hoje recebi um convite do Rogerio Pereira, do Jornal Literário Rascunho, um dos grandes veículos sobre literatura, sobre o lançamento do volume 1 das entrevistas do Jornal Rascunho, conduzidas por Luís Henrique Pellanda (autor d’O macaco ornamental, ótimo livro de contos, da Bertrand do Brasil) e lançado pela Arquipélago Editorial. Os autores entrevistados são: Altair Martins, Bernardo Carvalho, Cristovão Tezza, Elvira Vigna, Fausto Wolff, Fernando Monteiro, João Gilberto Noll, João Ubaldo Ribeiro, José Castello, Luiz Ruffato, Mario Sabino, Milton Hatoum, Nelson de Oliveira, Sérgio Sant’Anna e Wilson Martins (crítico literário). Veja o convite abaixo:

Vou levar o meu exemplar d’O macaco ornamental. Será que o Pellanda autografa pra mim também? Vejo vocês lá!

 

Emily Dickinson na voz de Isa Mara

Essa é para os amantes de poesia e tradução: Isa Mara Lando lança no próximo dia 27 o livro Loucas Noites (Wild Nights), de Emily Dickinson (1830-1885), pela editora DISAL. Além da tradução, há também com comentários sobre os poemas e suas versões para o porguguês, algo muito interessante para quem estuda tradução. De acordo com a tradutora, que foi entrevistada aqui no Conversas entre Tradutores, a primeira versão desse trabalho é de 1999 (encomendada pela Imago/Alumni). Essa versão, uma nova visita à obra de Dickinson por iniciativa da própria tradutora, foi um trabalho mais bem-acabado, com três anos de empenho para a recriação em língua portuguesa da poética de Emily. O livro é delicado e a parte final, dedicada ao “making of” do livro, deixa um sabor de querer conversar com a tradutora para saber mais do processo, de como ela chegou nisso ou naquilo, ou apenas ouvir as histórias da (re-)montagem ou recriação do poema em português. Belo presente para as datas festivas que se aproximam, bela aquisição para quem se interessa pela tradução e seus meandros.

Então, para quem estiver no Rio, lançamento imperdível. Veja detalhes no convite abaixo:

Clique para aumentar.

Em 2011, aguardem o lançamento em São Paulo.

Balada Literária – Ano V

Há cinco anos, Marcelino Freire e sua turma realizavam a primeira Balada Literária. Com muita batalha, a festa da literatura tornou-se um evento importante no calendário cultural da cidade de São Paulo, trazendo para a capital gente do Brasil todo interessada em ouvir grandes mestres da literatura, conhecer gente bacana, transitar pelo evento e aproveitar as baladinhas que ocorrem aqui e ali durante os eventos.

De acordo com o blogsite oficial da balada:

Desde 2006 a BALADA LITERÁRIA já reuniu, entre outros, Adélia Prado, Angeli, Chico César, Cristovão Tezza, David Toscana, Efraim Medina Reyes, Francisco Alvim, João Gilberto Noll, João Ubaldo Ribeiro, José Luandino Vieira, José Luís Peixoto, Luis Fernando Verissimo, Laerte, Márcio Souza, Mario Bellatin, Mário Prata, Paulo Lins e Tony Belotto.

Para quem curte literatura e outras artes afins, um prato cheio e bem servido será esta Balada Literária com sua homenageada, Lygia Fagundes Telles. Entre os destaques da balada estão o escritor argentino Alberto Manguel (no SESC Pinheiros no dia 18.11, às 19h00) e o alemão Ulrich Pelzer, com lançamento da tradução de seu livro Parte da Solução* no Goethe-Institut (dia 19.11, às 19h30).

Não dá pra perder de jeito nenhum. De 18 a 21 de novembro, com toda a programação lá no blogsite oficial.

Vejo vocês na Balada!

*Fiz a preparação [copidesque] do livro do Ulrich Pelzer, literatura contemporânea de primeira, pela editora Estação Liberdade.

Primavera na Cultura

Evento imperdível para quem gosta de livros. De 1 a 15 de novembro acontecerá no Conjunto Nacional, em Sampa, a Primavera na Cultura. Lá reúnem-se diversas editoras numa feira pra lá de divertida, com muitos eventos para quem gosta de literatura. O evento realizado pela LIBRE (Liga Brasileira de Editoras) cresce a cada ano e neste ato tem o apoio da Livraria Cultura.

Para mais informações, acesse: http://www.libre.org.br/

Por um Nobel mais Pop

Finalmente, um nome conhecido. Depois dos rumores sobre o favoritismo do poeta sueco Tomas Tranströmer e de outros tantos poetas, desponta e vence um nome bastante conhecido e não comentado pela imprensa: o escritor peruano Mario Vargas Llosa, hoje morando em Nova Iorque, atuando como professor em Princeton. E já não era sem tempo de a Academia Sueca olhar em volta, tirar o foco do Velho Continente e reconhecer, como disse Llosa em entrevista, “a literatura latino-americana”.

De acordo com comunidado do comitê, Llosa mereceu o prêmio “por sua cartografia de estruturas de poder e suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota individual”.

Depois de premiar dois quase desconhecidos do grande público (Le Clézio em 2008 e Herta Müller em 2009), o comitê agracia Llosa, membro da Real Academia Espanhola, que antes disso foi condecorado com o Prêmio Príncipe das Astúrias de Letras, em 1986, e com o Cervantes, em 1994. Acompanha o galardão um chequinho de US$1,6 milhão, o que não é nada mal. Há 30 anos um escritor latino-americano não recebia o prêmio, desde García Marquez, desafeto do escritor desde essa época. Mesmo após o prefácio de Cem Anos de Solidão, relançado há alguns anos pela Real Academia Espanhol, feito por Llosa, a rixa entre os dois não parece de todo resolvida. Mas ao menos, com esse Nobel, talvez haja uma aproximação.

Além de escritor e ensaísta, Llosa também tentou uma incursão pela política, candidatando-se a Presidente da República do seu País, cargo que perdeu para Fujimori. Além disso, foi responsável pelo famoso livro-reportagem sobre o movimento Sendero Luminoso.

Sua última obra lançada no Brasil foi Travessuras da Menina Má (Alfaguara, 2006, tradução de Ari Roitman).

[Fontes: Folha On-line e Ciência Hoje PT | Foto: Commons Wikimedia]

Cágado literário

Saiu o resultado do Jabuti. Soube pelo Gabriel Perissé, que encontrei pelas ruas da Pauliceia Desfacelada. Como fiquei meio que offline a manhã toda, só agora pude ver os vencedores.

Confira a lista aqui.

Entre os ganhadores de tradução está o Mamede Mustafa Jarouche, que entrevistei aqui. Ednei Silvestre levou de melhor romance, ao que parece, bastante merecido, com Se eu fechar os olhos agora (Ed. Record). Na categoria contos e crônicas foi para Eu perguntei pro velho se ele queria morrer (e outras histórias de amor), do José Rezende Júnior (Sete Letras). Vale uma olhadinha nas outras categorias.

Parabéns a todos os vencedores.

11 de setembro, dia de lançamento

Lançamento é sempre tudo de bom. E desta vez, junto com grandes amigos. Está chegando a coletânea “Mecanismos Precários“, da Editora Terracota. São 17 escritores reunidos sob as batutas dos queridos Nelson de Oliveira e Claudio Brites. Além dos alunos do curso de pós-graduação em criação literária da Unicsul/Terracota (entre eles os amigos Laura Fuentes e Tiago Araújo), também estão estrelas da literatura brasileira contemporânea, como Marcelino Freire, Edson Cruz e Marcelo Maluf.

Será no dia 11 de setembro, das 17h00 às 19h00, no Espaço Terracota (Av. Lins de Vasconcelos, 1886, Aclimação, São Paulo). Vale a pena.

Veja o convite abaixo:

Prêmio União Latina – Alegria e Balanço

Em primeiro lugar, quero parabenizar novamente Miriam Bettina Oelsner pelo primeiro lugar na 10ª Edição do Prêmio União Latina para Tradução de Especialidade, pela tradução de LTI - A Linguagem do Terceiro Reich, de Victor Klemperer (Ed. Contraponto). Os jurados em sua análise comprovaram a boa tradução de Miriam e seu esforço de muitos anos para trazer essa obra fundamental para quem quer entender um pouco mais sobre o fenômeno do nazismo. E, segundo, dizer que provavelmente essa escolha tenha sido feita para mostrar que a tradução de especialidade está além do que conhecemos sobre tradução técnica, mas exige um conhecimento sólido da língua portuguesa que Denise Bottmann, também jurada, clamou para os tradutores (além de providência por parte da CBL e da União Latina para que o prêmio volte a ser anual). Em sua fala na mesa redonda sobre tradução especializada, Denise expôs que na maioria das 80 obras inscritas sentiu uma padronização à qual chamou de “português de tradução”, algo que a seu ver prejudica a legibilidade e empobrece o texto em prol de algo que deixa de ser português e passa a ser um texto estranho, permeado de estruturas estrangeiras que substituem excelentes soluções tão à mão existentes no português. Ivone C. Benedetti, outra jurada do prêmio, deu um apanhado de como foi feita a escolha do primeiro lugar, num processo longo e exaustivo de discussão entre os tradutores (Denise Bottmann, Marcos Seligmann-Silva e a própria Ivone, além de um tradutor de grego para uma obra que entrou nos inscritos). Ivone, corroborando com a colega Denise, ainda trouxe à mesa que essa tendência vem ao encontro das teorias preconizadas por Antoine Berman e Lawrence Venutti, dois teóricos da tradução que veem como qualidade e ideal de uma tradução a estrangeirização do texto e não sua domesticação. Contudo, somos “um país de tradução”, a nossa produção já é estrangeirizante per se e se ainda incluirmos em nossos textos mais estruturas e a “cara” do outro idioma daremos cabo de uma vez por todas pelo que se entende de bom português. Essa hegemonia dos textos traduzidos traz um alerta, pois de acordo com a profa. Ivone, essa estrangeirização às avessas tem sido encontrada em textos feitos diretamente em português, mostrando o grau de contaminação e a força do texto fonte sobre o texto alvo. O tradutor e professor de literatura italiana e tradução literária Maurício Santana Dias apontou outro motivo que poderia causar essa língua estranha: a cadeia de feitura do livro. Em muitos casos, essa padronização não vem do próprio tradutor, mas do preparador (o primeiro leitor da tradução) e dos revisores, editores e todos que trazem o texto até a publicação. A falta de acesso à última prova do livro para que sejam feitos ajustes e para que o tradutor possa ter voz antes da publicação de sua co-autoria é vista como um idealismo, algo que não se permite em virtude da pressão do tempo e do mercado. Adauri Brezolin, tradutor e professor bastante conhecido, deu um apanhado sobre recursos como o Termisul , o Iate e o COMET/CorTec e comentou que muitas vezes o translationism (segundo Mona Baker) pode ser evitado muitas vezes com pesquisas apuradas, trazendo novamente o gosto do português verdadeiro aos nossos textos. O mediador foi o prof. Francis Aubert que, como sempre, amarrou com diversos esclarecimentos os apontamentos dos participantes da mesa, dando nomes aos bois (“essa interlíngua tradutória e um ser chamado standard English que surgiu e continua no planeta terra”) e confirmando que o fenônemo ”tradutês” não se reduz a nós, mas há estudos na Europa que se ocupam com o fenômeno de língua dominante x língua dominada. Comentou que muitos aventam a possibilidade de os estudos de tradução estarem ligados à comunicação ou a outros campos do saber que não Letras e Literatura, inclusive na Suécia eles são ligados à faculdade de Economia, mas que essa ligação com os cursos de letras salvam a Tradução, como disciplina, de se perder de alguma forma. Ao seu ver, mais importante do que a discussão puramente tradutória seria buscar um aprofundamento no estudo das variedades dos “portugueses” falados em diversos países e que uma reforma ortográfica de cunho superficial de pouco vale para reforçar a importância do português no mundo moderno. Após a fala do prof. Francis, o diretor de Terminologia e Indústria da Língua da União Latina, Daniel Prado, fez uma apresentação na qual demonstrou que o português ainda possui um potencial inexplorado de produção de texto e divulgação científica e comentou sobre o portal Portolingua.com. Em seguida, houve a entrega do prêmio pela presidente da CBL, Rosely Boschini, e por Daniel Prado.

Esse foi um breve apanhado do que foi dito e, com certeza, aqui há um manancial para diversas discussões entre os tradutores. Espero que suscite comentários e outras contribuições de vocês. Aos que também participaram, por favor me corrijam se houver alguma bobagem muito grande.

Lançamento: A Tríade

Um verdadeiro empreendimento que nasce na mão de quatro talentosos escritores: A Tríade, depois de uma gestão de anos na cabeça de Carlos Andrade, Claudio Brites, Kizzy Ysatis e Octavio Cariello, nasce mais  um título de literatura fantástica que promete arrebatar leitores, por sua proposta diferente: unir numa história um anjo, um vampiro e um templário. O blogue do livro descreve que:

O romance se passa em várias épocas. Um personagem misterioso narra, na Roma do século XVII, para o mestre pintor Nicolas Poussin, a saga da Tríade, que começa na grande guerra no Céu, entre Miguel e Lúcifer, dando origem à peça-chave do que logo se tornará um dos maiores quebra-cabeças que a humanidade já conheceu. A narrativa segue no século XIV, quando os templários estão sendo caçados como hereges pelo rei Felipe, o Belo. E, em meio a essa caótica aventura, um vampiro despertará na Itália disposto a atacar membros da poderosa Igreja Católica. Quando A Tríade se reunir, o eixo será liberado, e o destino do mundo poderá estar nas mãos do Anjo, do Templário, do Vampiro… ou daquele que o encontrar primeiro.

O amigo e escritor Nelson de Oliveira também comentou o livro:

A Tríade é assim um milagre. É a colisão dos temas da moda (anjos, templários, vampiros) com a preocupação da linguagem. Um resgate de narrativas eletrizantes que nos faziam sonhar quando moleques.

O lançamento será no dia 28 de agosto 2010, próximo sábado, às 18h00, na Biblioteca Viriato Côrrea. Veja o convite abaixo:

Imperdível!

Para entender um pouco do mercado editorial

Faria sentido um post sobre algumas das práticas, porém descobri por meio do blogue do Danilo e da Kelli que a colunista do PublishNews, Cindy Leopoldo, tem feito um ótimo trabalho, mostrando de perto o que rola num departamento editorial. Quinzenalmente ela escreve para o site e nesta semana traz uma entrevista bastante interessante (em duas partes) com a querida e sempre aqui presente Denise Bottmann. Vale a pena conferir, até por que o título da entrevista imprime uma verdade para todos os âmbitos e níveis da tradução.  Uma boa tradução é sinônimo de economia e o investimento nela faz com que o custo (e o tempo) de toda a cadeia de produção. Comercialmente falando, vale muito mais a pena entregar o trabalho para um bom tradutor e se preocupar menos com revisões e afins do que fazer exatamente o contrário, mas infelizmente parece que a coisa não funciona bem assim. Vale a pena dar uma olhadinha lá no PublishNews.

Prêmio União Latina de Tradução na Bienal SP 2010

Chegando à sua 10ª edição, o Prêmio União Latina de Tradução Especializada será realizada no último dia da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no auditório Monteiro Lobato. A premiação tem o intuito de distinguir tradutores e editoras “com o objetivo de promover o português como língua de comunicação científica e técnica, premiando traduções de boa qualidade que tenham contribuído para o enriquecimento da terminologia científico-técnica em nosso idioma, valorizado a profissão do tradutor especializado e favorecido seu acesso às novas tecnologias”.

Os finalistas do Prêmio União Latina 2010 são: “Antropologia Estrutural”, tradutora Beatriz Perrone-Moisés (editora Cosac Naify); “Chef profissional: Instituto Americano de Culinária”, de Renata Lúcia Botini (SENAC São Paulo); “Clássicos da literatura culinária: Os mais importantes livros da história da gastronomia”, de Marcelo Rondinelli (SENAC São Paulo); “Ecoagricultura: Alimentação do mundo e biodiversidade”, de Peter H. May, Rita Santos Pereira, João N. Pinto e Eduardo Rosas (SENAC São Paulo); “História do Design Gráfico”, de Cid Knipel (Cosac Naify); “Kant – Uma leitura das três críticas”, de Karina Jannini (Bertrand Brasil – selo Difel); “LTI – A linguagem do terceiro reich“, de Miriam Bettina P. Oelsner (Contraponto Editora); e “O paradoxo da moral”, de Eduardo Brandão (WMF Martins Fontes)”.

A Miriam é uma excelente tradutora que conheci num dos cursos de tradução do Goethe Institut e o livro de Victor Klempner é obrigatório para quem quer saber um pouco mais da questão da linguagem e dos costumes na Alemanha da Segunda Guerra.

Além disso, haverá a mesa-redonda com o tema “Tradução e Linguagem Especializada”, com a participação de Ivone Benedetti e Denise Bottmann, ambas tradutoras, integrantes do Júri da premiação em 2010; Francis Henrik Aubert, tradutor e professor da Universidade de São Paulo (USP); Adauri Brezolin, tradutor e professor da Universidade Metodista de São Paulo; Maurício Santana Dias, tradutor e professor de Literatura Italiana e de Tradução Literária da USP; e Daniel Prado, diretor de Terminologia e Indústrias da Língua da União Latina.

Para participar da cerimônia, é necessário se inscrever. Entre aqui e faça sua inscrição.

Curso de Prática de Criação Literária

Nunca é demais lembrar a todos que estão abertas as inscrições do Curso de Prática de Criação Literária, um curso em nível de pós-graduação promovido pelo Espaço Terracota e pela Universidade Cruzeiro do Sul. Vejam informações na imagem acima (clique na imagem).

Lançamento a vista!

E agora vai! A queridíssima Andréa del Fuego lançará seu romance Os malaquias, Ed. Língua Geral, na Livraria da Vila (da Vl. Madalena), dia 20 próximo. Como ela diz em seu blogue:

Espero cada um de vocês, nervosa e feliz.

Pois estaremos lá, com certeza. Vamos prestigiar! Convitinho abaixo.

Drops e Férias

Pessoas queridas,

Tenho algumas notícias e comentários a fazer. Vamos lá!

1. Começaram as inscrições para o Curso de Criação Literária do Espaço Terracota/UNICSUL para o próximo semestre. O curso conta com professores excelentes, como Nelson de Oliveira, Marcelino Freire, Edson Cruz e Marcelo Maluf. As inscrições podem ser feitas pelo site:

http://terracotaeditora.com.br/pcl/.

2. Estou com uma pilha de livros para ler e ando lendo muitas coisas abalizadas por pessoas que conheço e admiro. Um dos livros é How fiction Works, do James Wood e o outro é _não contem com o fim dos livros, de Umberto Eco e Jean-Claude Carrière. O primeiro já está começado e adorei, o segundo chegou em casa na sexta-feira, ainda não tive tempo de fuçar. De quebra, trouxe para casa também Der Klein Prinz (O Pequeno Príncipe, em alemão).

3. Peço uma torcida, pois apareceu uma oportunidade de aprimorar meusnao+contem+com+o+fim+do+livro conhecimentos tradutórios e depende de muitos fatores (inclusive lunares e solares) para que eu consiga. Torçam por mim.

4. E por falar em torcida, este blogue tem me trazido gratas surpresas em todos os âmbitos, desde o profissional até o pessoal. Agradeço a todos que já fizeram e que vão fazer parte dessa bagunça organizada que é o PetêRissatti.com.

5. Por fim, começam amanhã minhas pequenas férias, pouco mais de 15 dias recarregando energias em algum lugar longe dos computadores. Por isso os posts ficarão mais escassos (ou talvez nem existam nesse período) e a seção Conversas entre Tradutores também entra em recesso. Voltamos no dia 15 de julho, com força total. Se você ainda não segue o blogue no seu agregador (RSS) ou por e-mail, dê uma olhadinha à direita do blogue para ter informações sobre como seguir.

Confluências nipônicas

100 years of Japanese immigration to Brasil
Imagem por kalavinka via Flickr

Quando menos a gente espera as pessoas se encontram e reencontram. Hoje recebi um convite de lançamento da querida Tereza Yamashita, que participou da antologia de contos Retratos Japoneses no Brasil e nele prevejo alguns encontros e outros reencontros. Em primeiro lugar, reencontrarei Tereza e Nelson, de quem sempre sinto saudades de papos entre limonadas e pães de queijo. São pessoas que tornam um dia bem melhor de se encarar, de verdade. Depois a Marilia Kubota, minha companheira da antologia Blablablogue – Crônicas e Confissões, agora faz o papel de organizadora dessa antologia tão especial. Há ainda outro reencontro, o segundo neste ano, com o prof. Jiro Takahashi. Ele foi meu professor na Ibero em 1997 e um grande mestre pelo qual tenho um grande carinho. Encontrei-o depois desses 13 anos no último CIATI e agora vou reencontrá-lo neste lançamento. E o último, mas não derradeiro, encontro será com o pessoal da Annablume/selo [e], que é a editora responsável pelo livro que já estou doido para ler.

Informações (tirados do blogue da Tereza):

Em seu texto de apresentação Nelson de Oliveira diz que,  nesta coletânea,  é a diferença estrutural entre o Japão e o Brasil, dois planetas completamente diferentes, seus conflitos e sua beleza poética, que os dez prosadores reunidos usaram como matéria-prima para suas histórias.

Já para Jiro Takahashi Retratos Japoneses no Brasil vêm celebrar a memória e o sonho, a tradição e a ruptura, as esperanças e as frustrações, as raízes e os frutos nas relações de conhecimento de dupla mão que vêm sendo estabelecidas para construção de uma peculiar identidade dos brasileiros descendentes de japoneses.

Segundo a organizadora Marília Kubota, o lançamento da antologia é importante para visualizar as transformações pelas quais passou a tradição inventada dos japoneses no Brasil. É através da ficção que entendemos uma etnia e uma geração, no contexto de uma  nacionalidade e um tempo histórico. É o retrato de uma geração de nipo-brasileiros, mais brasileiros , mas ainda japoneses para o qual a miscigenação é um fato consumado.

Vai perder? Veja o convite abaixo:

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Noites de livros e gentes

Books

Imagem via Wikipedia

Ontem fui a um bate-papo com blogueiros e os editores da Cia. das Letras: Luiz Schwarcz (não sei de onde tirei o Roberto que estava… thanks Diana), Matinas Suziki Jr. e outros. Uma grande conversa sobre o blogue da Cia. das Letras lançado há pouco e as dúvidas que todos têm sobre como serão os encontros e desencontros dos blogues das grandes editoras e os nossos blogues. Muitas sugestões, perguntas e alguns devaneios, no final com saldo positivo: conhecer diversos ótimos blogueiros pessoalmente, trocar figurinhas, abraços e apertos de mão. As vontades dos blogueiros, como consumidores, foram ouvidas com atenção pelos presentes e tanto Schwarcz como Suzuki expuseram que em grandes editoras estrangeiras essa preocupação já está na pauta de discussões: como os blogues influenciam o mercado editorial e como fazer para participar desse mundo. Matinas Suzuki até comentou algo que todos sentimos: nunca se sabe qual será o passo seguinte no desenvolvimento da Grande Rede.

Foi ótimo conhecer também as duas responsáveis pelo blogue, as simpáticas Juliana Vettore e Diana Passy. Não passaram despercebidas as presenças do escritor Lourenço Mutarelli, além da jornalista do Sabático, Raquel Cozer, e muitos blogueiros atuantes na área de literatura, como o Lucas de Sena, do blogue Estrela Selvagem, sobre o Roberto Bolaño.

No intervalo, encontro fortuito com Alberto, querido amigo.

Depois, segundo tempo no Bar São Cristovão, ali na rua Aspicuelta, na sempre agitada Vila Madalena. Não vou comentar do bar, pois quem fará isso será o Tiago Soarez em breve, no Bossa Nova Café, que me acompanhou no lançamento d’A bola entre palavras. Realmente, o livro ficou uma graça, na edição sempre bem cuidada do selo [e]. Lá conheci o “técnico” Adolfo Montejo Navas, que escalou os 11 escritores, artistas e críticos de arte que fizeram parte dessa seleção de letras. E dele ouvi que o autor do texto, Wolfgang Bock, gostou muito da tradução que fiz. Ri à toa. Lá encontrei também o querido Vanderley Mendonça, editor do selo Demônio Negro (o irmão do selo [e]), que me chamou para traduzir o texto do Wolfgang, e o Zé Roberto, da Annablume. Também Reynaldo Damazio, crítico literário da FSP, que bateu um bolão com sua crônica e compareceu com sua camisa do Corinthians.

Saldo positivíssimo para uma noite de quarta-feira. Encontros marcantes, chopps geladinhos, vinho tinto e livros. Que mais querer da vida?

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